Anuncio-01

Anuncio-02

Anuncio-03

14 de maio de 2026

O negócio das eleições e os candidatos profissionais do fundo eleitoral



Desde que foi criado o fundo público de financiamento de campanhas no Brasil, as eleições passaram a movimentar não apenas projetos políticos, mas também um verdadeiro mercado eleitoral sustentado pelo dinheiro do contribuinte. A cada dois anos, uma legião de pré-candidatos reaparece disputando cargos públicos, muitos deles sem qualquer perspectiva real de vitória, mas sempre presentes na corrida eleitoral como quem participa de um negócio altamente lucrativo.

O fundo eleitoral, criado sob o argumento de equilibrar as disputas após a proibição das doações empresariais, acabou se transformando em uma espécie de “poupança política” para determinados grupos e candidatos profissionais. Em muitos casos, a eleição virou atividade permanente. Há quem dispute sucessivamente cargos de vereador, prefeito, deputado estadual ou federal não necessariamente para vencer, mas porque o período eleitoral se tornou financeiramente vantajoso.

É um tema que incomoda o meio político porque expõe uma realidade difícil de esconder: campanhas milionárias financiadas com recursos públicos enquanto o cidadão comum enfrenta serviços precários na saúde, educação e infraestrutura. O debate sempre reaparece quando se anunciam os novos valores do fundo eleitoral, e novamente o Brasil caminha para despejar bilhões de reais nas campanhas de 2026.

Segundo o relator da instrução normativa do orçamento eleitoral, deputado federal Isnaldo Bulhões, o objetivo da mudança foi “corrigir um equívoco” do Executivo no cálculo do fundo. Na prática, a correção manteve o patamar bilionário destinado às eleições, repetindo cifras próximas de R$ 4,9 bilhões.

O discurso oficial continua sendo o mesmo: sem o fundo público, as campanhas ficariam reféns do poder econômico privado. O problema é que, na prática, criou-se outro modelo de dependência, agora abastecido diretamente pelos cofres públicos. E pior: com mecanismos de fiscalização frágeis e facilmente driblados por estruturas profissionais de campanha.

Basta analisar prestações de contas para perceber despesas incompatíveis com a realidade apresentada. Muitos gastos declarados passam longe de qualquer controle rigoroso. Há notas, serviços e contratos que levantam dúvidas até para o cidadão comum, mas que acabam atravessando os órgãos fiscalizadores sem maiores questionamentos. Isso ocorre porque existe um sistema eleitoral cada vez mais especializado em cumprir formalidades burocráticas enquanto esconde excessos e distorções nos bastidores.

O mais curioso é observar candidatos que entram repetidamente em disputas sabendo que dificilmente serão eleitos, mas que nunca deixam de participar. Em muitos casos, a campanha em si passa a ser o objetivo principal. Afinal, receber grandes volumes de recursos públicos, movimentar estruturas eleitorais e manter influência política regional tornou-se um modelo rentável para muitos grupos.

Hoje, os partidos contam com duas grandes fontes públicas de financiamento: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, criado em 2017, e o Fundo Partidário, existente desde 1995. Juntos, esses mecanismos despejam bilhões de reais nas estruturas partidárias todos os anos, custeando desde campanhas até despesas administrativas, passagens aéreas, publicidade digital, advogados e consultorias.

Enquanto isso, o eleitor acompanha tudo quase sempre distante dos números reais. Poucos sabem quanto cada candidato recebe, quanto efetivamente gasta ou como esses recursos são aplicados. E é exatamente aí que deveria entrar a fiscalização popular.

Nas eleições que se aproximam, será importante que o eleitor acompanhe atentamente os valores destinados aos candidatos, principalmente aos postulantes à Câmara Federal. É preciso observar quem recebe milhões, quem já entra na disputa sabendo que não será eleito e por que determinadas candidaturas aparecem religiosamente a cada eleição.

A democracia precisa de financiamento, mas também precisa de transparência, responsabilidade e fiscalização verdadeira. Porque quando a eleição deixa de ser disputa de ideias e passa a ser oportunidade financeira, o risco é transformar a política em apenas mais um grande negócio bancado pelo povo.

Timon amplia rede de saúde e assistência social com novos investimentos


A Prefeitura de Timon realiza, nesta sexta-feira (15), um importante ato para o desenvolvimento da infraestrutura de serviços públicos da cidade. O evento, marcado para as 08h no Complexo Cultural, formaliza o início de frentes de trabalho nas áreas de saúde e proteção social.

O destaque da solenidade é a assinatura da Ordem de Serviço para o início das obras da Policlínica de Timon. O projeto faz parte do Novo PAC Saúde, programa do Governo Federal que visa expandir a capacidade de atendimento especializado no município.

Além do avanço na saúde, a rede de assistência social também será contemplada com a entrega de três veículos enviados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Os automóveis serão destinados à SEMDES (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social), com o objetivo de fortalecer a mobilidade e o suporte às famílias atendidas pela rede municipal de proteção.

Evento: Assinatura da Ordem de Serviço da Policlínica e entrega de veículos para a SEMDES.

Data: 15 de maio de 2026.

Horário: 08h.

Local: Complexo Cultural (Rua Filomena Martins Nazareno Bringel, 2207 – Parque Piauí II).

Silvio Mendes pode liberar 2° voto para o Senado e movimento agita bastidores da política

A possível decisão de Silvio Mendes de não indicar oficialmente o segundo voto para o Senado caminha menos para a indefinição e mais para uma estratégia política cuidadosamente construída. Nos bastidores da política teresinense, cresce a avaliação de que o prefeito prefere preservar sua base administrativa e eleitoral sem assumir compromisso direto com nomes ligados ao Palácio de Karnak.

Com o apoio já consolidado ao senador Ciro Nogueira para uma das vagas ao Senado, Silvio ganha margem política para liberar vereadores, secretários e aliados quanto ao segundo voto majoritário. A movimentação evitaria desgastes internos e impediria o fortalecimento prematuro de grupos políticos alinhados ao governador Rafael Fonteles dentro da própria estrutura política da capital.

O cenário eleitoral também pesa nessa construção. Entre aliados próximos do prefeito existe a percepção de que os pré-candidatos ao Senado vinculados ao Karnak ainda não conseguiram estabelecer relação sólida de confiança junto a setores importantes da população de Teresina. Isso faz crescer dentro do grupo silvista a tese de neutralidade institucional no segundo voto.

Mas a principal motivação pode estar em 2028.

A disputa pela sucessão municipal em Teresina já começou nos bastidores e Rafael Fonteles demonstra cada vez mais interesse em construir um projeto político competitivo para o Palácio da Cidade. Dentro dessa lógica, apoiar desde agora um nome diretamente identificado com o governador poderia ser interpretado como um gesto de rendição política antecipada ou abertura de espaço para a influência do Karnak no núcleo político da capital.

Silvio, ao contrário, parece trabalhar para manter autonomia política e preservar o controle do seu campo administrativo até a sucessão municipal.

Outro fator relevante é que o atual cenário favorece eleitoralmente o grupo do prefeito em Teresina. A expectativa entre aliados é de que Ciro Nogueira saia da capital como um dos senadores mais votados da eleição. Já o segundo voto, sem indicação formal do prefeito, poderia naturalmente migrar para nomes ligados à oposição local, especialmente candidaturas com identidade histórica com Teresina e forte presença política na capital.

Na prática, o silêncio de Silvio Mendes sobre o segundo voto pode funcionar como um instrumento de equilíbrio político: mantém a aliança administrativa necessária, evita antecipar conflitos de 2028 e permite que sua base tenha liberdade para construir alternativas fora da órbita direta do Palácio de Karnak.

13 de maio de 2026

Prefeitura de Timon rebate desinformação de pré-candidiato e destaca ações ambientais já em andamento



Um pré-candidato resolveu usar suas redes sociais para apresentar uma “ideia” voltada à arborização urbana e combate às ilhas de calor em Timon. O problema é que, por falta de informação, ausência de dados concretos ou até pela tentativa de criar uma narrativa política, acabou ignorando que a Prefeitura de Timon, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), já executa exatamente ações dentro dessa linha de planejamento ambiental.

Ao gravar vídeo sugerindo que o município participe do edital “Arboriza Cidades”, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente, o pré-candidato acabou recebendo uma resposta técnica e objetiva da equipe da SEMMA, que explicou que Timon já possui planejamento estruturado, projetos em andamento e ações efetivas voltadas às mudanças climáticas e arborização urbana.

Segundo o secretário Professor Eliésio Campelo Lima, a gestão do prefeito Rafael Brito trabalha baseada em planejamento e execução, e não em ações improvisadas ou discursos de ocasião.

Eliésio disse que Timon já foi contemplada no projeto Citnova, por integrar a RIDE Teresina, iniciativa voltada ao enfrentamento das mudanças climáticas e melhoria das condições urbanas. O programa prevê o mapeamento das ilhas de calor e intervenções para amenizar os impactos climáticos na cidade.

Além disso, acrescenta Campelo, a SEMMA está em fase final de elaboração de importantes instrumentos de gestão ambiental, como o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, o Plano Municipal de Educação Ambiental e o Plano Municipal de Arborização.

Outro ponto citado por Campelo foi o programa “Timon Mais Verde”, lançado desde o ano passado em parceria com a SLU, responsável pelo plantio de mais de mil árvores no município. Somente durante a Semana da Árvore, realizada em março, mais de 500 mudas foram plantadas.

A manifestação do pré-candidato acabou servindo para evidenciar que a pauta ambiental já vem sendo tratada dentro de um planejamento técnico e administrativo da atual gestão, diferentemente do tom de novidade apresentado nas redes sociais.

Enquanto a sugestão foi apresentada como uma proposta inédita, a Prefeitura respondeu mostrando ações concretas já em andamento, metas estabelecidas e projetos estruturados para enfrentar os desafios ambientais de Timon.

 


Regional de Saúde de Timon avança em pactuação histórica para atendimentos no HUT

 


Uma reunião realizada nesta quarta-feira, 13, na sede da Secretaria de Estado da Saúde, em São Luís, marcou um importante avanço para a saúde pública da Regional de Timon. O encontro reuniu representantes do Governo do Maranhão, Ministério da Saúde, Fundação Municipal de Saúde de Teresina e secretários municipais de saúde da região para a conclusão da resolução que define os serviços que serão ofertados pelo Hospital de Urgência de Teresina (HUT) aos municípios da regional.

De acordo com o prefeito Rafael Brito, após uma série de reuniões realizadas em Brasília, Teresina e São Luís, foi possível finalizar a resolução que regulamenta os atendimentos do HUT para os municípios maranhenses da regional de saúde.


“Hoje é um dia histórico, porque conseguimos concluir essa resolução, onde serão estabelecidos todos os serviços ofertados pelo HUT para a Regional de Saúde de Timon, com regulação descentralizada. Todos os municípios terão autonomia para regular seus próprios pacientes para o hospital, garantindo mais agilidade, qualidade e acesso democrático aos atendimentos”, destacou.

A pactuação estabelece que os atendimentos realizados no HUT serão custeados pelo Governo do Maranhão, por meio de recursos estaduais da saúde, assegurando atendimento regulado e formalizado aos pacientes da região.

Segundo Rafael Brito, a medida garante mais segurança para os municípios e para a população atendida. “Os pacientes não serão atendidos por favor. Todo o atendimento será pactuado e financiado pelo Governo do Maranhão, garantindo assistência com responsabilidade, planejamento e qualidade para toda a nossa população”, afirmou.

A iniciativa representa um avanço significativo para a regionalização da saúde, ampliando o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade e fortalecendo a integração entre os sistemas de saúde do Maranhão e do Piauí.

Defesa de ex-prefeita Dinair Veloso pelo Fundef levanta suspeita de interesse pessoal

 


A ex-prefeita de Timon, Dinair Veloso, resolveu entrar no debate sobre o rateio dos recursos dos precatórios do Fundef. Professora efetiva do município desde 27 de março de 2003, com 23 anos de vínculo no serviço público, ela passou aproximadamente 12 anos fora da sala de aula, período em que ocupou cargos políticos e administrativos, como secretária municipal de Educação e prefeita de Timon.

Agora, diante da discussão sobre quem terá direito aos recursos do Fundef, Dinair aparece nas redes sociais defendendo o pagamento integral dos valores, incluindo juros e correções monetárias aos profissionais da educação. O discurso, naturalmente, agrada parte da categoria. O que chama atenção, porém, é que a defesa pública também coincide com o interesse pessoal da própria ex-prefeita em ser contemplada pelo rateio.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Dinair afirma que os juros e correções pertencem aos professores e critica a posição da atual gestão municipal. Ela sustenta ainda que o Supremo Tribunal Federal não proibiu o pagamento desses valores aos profissionais do magistério.

Entretanto, o tema está longe de ser simples como tentam apresentar alguns atores políticos. A discussão envolve interpretação jurídica, decisões do STF, entendimento do Tribunal de Contas da União e normas sobre aplicação de recursos vinculados à educação. Especialistas têm divergências quanto à possibilidade de inclusão de juros e correções monetárias no rateio dos 60%, justamente porque parte desses valores possui natureza indenizatória ao ente público e não necessariamente remuneração direta aos servidores.

Outro ponto que gera debate é exatamente a definição de quem possui direito ao rateio. Embora a legislação contemple profissionais do magistério que atuaram no período correspondente aos recursos, existe controvérsia sobre situações de afastamento da sala de aula para exercício de cargos políticos ou administrativos. Em diversos municípios brasileiros, esse tema tem sido judicializado.

Por isso, o debate exige responsabilidade e transparência, mas também honestidade política. Defender publicamente o pagamento amplo e irrestrito enquanto se está entre os possíveis beneficiários do rateio levanta questionamentos legítimos sobre conflito entre interesse coletivo e interesse pessoal.

Afinal, quando o discurso parece defesa da categoria, mas ao mesmo tempo beneficia diretamente quem o faz, a sociedade tem o direito de questionar onde termina a luta pelos professores e onde começa a defesa do próprio bolso.

 

Servidor valorizado: Câmara de Timon aprova novos benefícios e reforça diálogo com categorias

 


A Câmara Municipal de Timon realizou nesta quarta-feira, 13 de maio, a 2364ª Sessão Ordinária, marcada pela aprovação de importantes matérias voltadas à valorização dos servidores públicos municipais e ao fortalecimento de políticas públicas para diversas áreas da cidade.

O principal destaque da sessão foi a aprovação, em votação única, do Projeto de Lei Complementar nº 003/2026, de autoria do Poder Executivo Municipal, que altera dispositivos do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos servidores efetivos do município. A medida garante uma gratificação de R$ 350,00 para grupos ocupacionais municipais, beneficiando centenas de servidores dos níveis fundamental, médio, superior e especial.

A aprovação acontece poucos dias após o Legislativo também aprovar o reajuste salarial de 7,44% para os servidores efetivos do Executivo Municipal, consolidando uma série de avanços nas negociações entre Prefeitura, sindicatos e Câmara Municipal.

 Após a sessão, representantes sindicais destacaram a importância histórica da conquista, resultado de anos de diálogo e reivindicações das categorias. A presidente sindical Isabela Ferreira e a diretora do SINSEP, Gildete Adriano, ressaltaram que a valorização dos servidores representa uma vitória construída por meio da união entre trabalhadores, Legislativo e Executivo.

 O presidente da Câmara Uilma Resende destacou a importância do diálogo entre os poderes e as entidades sindicais para a conquista dos benefícios aprovados. Em sua fala, ele fez questão de reconhecer a atuação das lideranças do sindicato na defesa dos servidores municipais.

 “É uma vitória muito grande. A presidente do sindicato, Isabela Ferreira, e a diretora Gildete Adriano, do SINSEP, sabem dessa luta que há anos travam pelo reconhecimento das categorias. Agradecemos também ao prefeito Rafael pelo diálogo aberto e pelo reconhecimento aos servidores”, afirmou o presidente.

Ele ressaltou ainda que o entendimento entre Executivo, Legislativo e representantes das categorias tem sido fundamental para garantir avanços importantes ao funcionalismo municipal.

“Isso só acontece quando se tem uma Câmara harmônica com o Executivo e o Executivo em sintonia com as entidades e com a sociedade. O diálogo aberto é o que tem gerado essas conquistas”, pontuou.

Representantes sindicais também celebraram a aprovação da matéria, destacando que a conquista é resultado de mais de uma década de reivindicações e negociações em busca da valorização dos servidores municipais.

Além das matérias relacionadas ao funcionalismo público, a Câmara aprovou projetos importantes nas áreas social e comunitária, como o reconhecimento de utilidade pública de associações comunitárias e culturais do município, além de indicações e pedidos de providências voltados à infraestrutura urbana, mobilidade, iluminação pública, limpeza, saúde, segurança e recuperação de vias em diversos bairros e povoados de Timon.

Entre as propostas apresentadas, destacam-se solicitações para recapeamento de ruas, recuperação asfáltica, melhorias na iluminação pública, implantação de tachões refletivos em áreas de risco, limpeza urbana, pavimentação de vias e estudos para realização de novo concurso público para agentes comunitários de saúde.

A sessão reafirmou o compromisso do Poder Legislativo com a valorização do servidor público, o diálogo institucional e a busca permanente por melhorias para a população timonense.