Timon amanheceu mais silenciosa com a partida de Maria José de Sousa Santos, a nossa querida Dona Mazé. Aos 87 anos, ela não foi apenas uma moradora da cidade — foi parte viva da sua história, dessas presenças que atravessam o tempo e se confundem com a própria memória de um povo.
Filha desta terra, percorreu o Brasil ao lado do marido, o Coronel Santos, enfrentando mudanças, novos estados e diferentes realidades. Mas, onde estivesse, levava consigo o que nunca mudou: a devoção absoluta à família. Para Dona Mazé, os seus eram tudo. Por eles, fazia o possível e o impossível, sem medir esforços, sem reclamar do cansaço, sem jamais deixar faltar cuidado.
De postura firme e olhar atento, parecia guardar os sorrisos para os momentos certos. E eles vinham — largos e verdadeiros — quando a casa estava cheia. Era ali, cercada por filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, que sua essência florescia. Com os netos, soltava gargalhadas. Pela bisneta, dançava qualquer ritmo, sem cerimônia, só pelo prazer de ver os pequenos felizes.
Dona Mazé transformou o lar em abrigo, em porto seguro, em sinônimo de amor. Sua vida foi marcada pela renúncia silenciosa, pela doação constante e pelo afeto traduzido em gestos simples, mas profundos.
Hoje, Timon não perde apenas uma cidadã. Perde um exemplo. Perde uma referência. Perde uma dessas mulheres que sustentam gerações com firmeza e ternura.
Mas sua história — essa permanece. Viva na família que construiu. Viva na cidade que ajudou a contar.
O blog se solidariza com todos os familiares nesse momento de consternação e luto. Entre os netos de Dona Mazé, o blog se solidariza com o advogado Lívio Pedreira, Diretor Legislativo da Câmara de Timon.








