Ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Lázaro destacou a importância da iniciativa, mas ponderou que o reconhecimento deve ser estendido a outras religiões de matriz africana.
“A Umbanda é muito importante, mas a gente sabe que tem outras religiões, como o Candomblé”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, embora o projeto já tenha sido aprovado em plenário, durante a discussão foi reconhecida a necessidade de ampliação da proposta. “É importante não apenas reconhecer uma religião, mas as religiões de matrizes africanas como um todo, seus dogmas, ritos e culturas como patrimônio da nossa cidade”, defendeu.
Histórico na política cultural
Lázaro relembrou sua atuação à frente da cultura municipal, quando presidiu a Fundação Municipal de Cultura, em 2014. Na ocasião, segundo ele, foram criados o Conselho Municipal de Cultura, o Fundo Municipal de Cultura e o Sistema Municipal de Cultura.
O vereador ressaltou que Timon foi o primeiro município do Maranhão a implantar o Sistema Municipal de Cultura, antes mesmo da capital, São Luís. A medida permitiu que o município estivesse apto a receber recursos federais por meio das leis de incentivo, como a Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo.
De acordo com o parlamentar, atualmente Timon recebe cerca de R$ 1,5 milhão anuais por meio da Lei Aldir Blanc, recursos destinados ao fortalecimento do setor cultural.
Proposta de “Patrimônio Vivo”
Além da ampliação do reconhecimento às religiões de matriz africana, Lázaro propôs a construção de uma nova iniciativa: a criação da Lei do Patrimônio Vivo no município.
Ele informou que pretende encaminhar, junto aos demais vereadores, uma indicação ao prefeito Rafael Brito, sugerindo a elaboração do projeto.
A proposta visa valorizar não apenas manifestações culturais, mas também os chamados “fazedores de cultura” — pessoas responsáveis por manter vivas tradições religiosas e populares transmitidas de geração em geração.
“O pastor, o padre, o pai de santo, os mestres da cultura popular, como os do Bumba Meu Boi, todos precisam ser reconhecidos. São eles que mantêm viva a nossa identidade cultural”, afirmou.
Segundo o vereador, a ideia é que o reconhecimento possa incluir incentivo financeiro mensal aos contemplados, possivelmente no valor de um salário mínimo, mediante critérios definidos pelo Conselho Municipal de Cultura e pelo Executivo.
Para Lázaro Martins, fortalecer políticas públicas voltadas à cultura é também fortalecer a identidade do povo timonense. “Quando valorizamos nossas tradições e quem as preserva, fortalecemos quem nós somos enquanto cidade”, concluiu.
Veja a entrevista completa com o vereador:

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