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31 de agosto de 2025

Ardiloso, Luciano Leitoa usou Dinair para mostrar que ainda se acha o mais preparado para ser o candidato do grupo


A Reportagem que não foi escrita - Homenagem ao jornalista Mário de Morais

Luciano Leitoa nunca deixou dúvidas: quando o assunto é articulação política, ele sabe ser ardiloso como poucos. Herdou cedo do pai a malícia de se colocar de forma a ter sempre alguém carregando suas bandeiras e pavimentando seus interesses.

Foi assim desde a juventude, quando se elegeu um dos deputados mais jovens do país e transformou a política em profissão, sempre baseada na velha tática de usar outros personagens como degraus.

Quer um exemplo? Basta olhar a última década. Em 2020, Luciano rifou o primo Rafael Leitoa dentro do grupo, sabendo que cedo ou tarde seria atropelado pelo próprio parente. Antecipou-se, cortou-lhe as asas e, como bom calculista, tentou segurar o jogo para si.

De lá para cá, porém, o script não saiu como ele esperava. Vieram as derrotas em série, a rejeição crescente e o desgaste da imagem — a ponto de não conseguir reeleger a tia, Dinair Veloso, em 2024.

Mas Luciano não desiste. Pelo contrário, quanto mais acuado, mais ardiloso se torna. Ainda em 2025, já de olho no próximo pleito, partiu para a ofensiva: tentou desgastar Rafael Brito logo no início da gestão, pressionou ex-aliados a fazerem oposição e acabou reduzido a usar o vereador Helder Kaik como sua “voz” na Câmara — ironia das ironias, já que todos sabem que Kaik tem ojeriza pessoal ao ex-prefeito.

Na caça a apoios, ainda buscou aproximação com o suplente de deputado federal Henrique Júnior, dono de recall eleitoral expressivo. Mas sua cartada mais ousada veio na última sexta-feira.

De posse de números que mostravam Dinair Veloso com mais força que ele dentro do PDT, Luciano agiu: foi até a ex-prefeita, no povoado Quilombo e convenceu-a a entrar em cena ao seu lado e, no mesmo movimento, esvaziou as pretensões dela de ser candidata a deputada. No encontro, discursou como protagonista, enquanto Dinair — antes estrela — ficou reduzida a coadjuvante.

O recado foi claro: Luciano Leitoa, mais uma vez, arma o palco para se vender como “o mais preparado” para enfrentar a disputa de 2026.

E quem conhece seu estilo sabe: para ele, aliados servem enquanto cumprem a função de sombra. Depois, viram peça descartável.

E ponto final.

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