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28 de março de 2026

Luciano Leitoa deixa o PDT, se filia ao PSD e acumula incoerências em sua trajetória política


“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” A frase parece se encaixar com precisão na postura do ex-prefeito Luciano Leitoa, que demonstra habilidade em criticar adversários e distribuir conselhos, mas raramente aplica a si próprio aquilo que prega.

Agora, Luciano deixa o PDT — partido que o projetou politicamente e sustentou seus principais projetos — saindo pelas portas dos fundos, sem qualquer gesto de consideração aos antigos e históricos aliados que caminharam ao seu lado ao longo dos anos.

Seu novo destino é o PSD, legenda pela qual o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, deve disputar o Governo do Maranhão. Curiosamente, trata-se do mesmo Braide que, em 2022, negou apoio a Luciano Leitoa e a Weverton Rocha, então candidato ao governo, optando por se manter distante e cruzar os braços durante a campanha.

As contradições não param por aí. Em outro momento, Luciano atuou politicamente ao lado de Edivaldo Holanda Jr. contra o próprio Braide. Agora, alinha-se ao mesmo grupo político que antes combatia. Soma-se a isso o fato de passar a dividir espaço com figuras como Alexandre Almeida, que concorreu pelo PSD contra ele, Otelino Neto, Leandro Bello, nomes que, em diferentes momentos, estiveram em campos opostos ao seu — ou foram por ele relegados. O partido até outro dia, em Timon estava sob o domínio do Coronel Schnneyder, tido como um dos grandes adversários do ex-prefeito.

Diante desse histórico, falar em incoerência deixa de ser mera crítica e passa a ser constatação. A trajetória recente de Luciano Leitoa revela uma busca incessante por visibilidade e protagonismo político, ainda que isso implique contrariar posições anteriormente defendidas.

No entanto, a política exige mais do que presença nos holofotes. Exige coerência, firmeza de posicionamento e respeito às próprias convicções. Sem isso, corre-se o risco de se tornar apenas mais um entre tantos que, para subir, precisam inevitavelmente se apoiar nos ombros de outros — ainda que ontem fossem adversários.

É isso.

 

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