“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.” A frase parece se encaixar com precisão na postura do ex-prefeito Luciano Leitoa, que demonstra habilidade em criticar adversários e distribuir conselhos, mas raramente aplica a si próprio aquilo que prega.
Agora, Luciano deixa o PDT — partido que o
projetou politicamente e sustentou seus principais projetos — saindo pelas
portas dos fundos, sem qualquer gesto de consideração aos antigos e históricos
aliados que caminharam ao seu lado ao longo dos anos.
Seu novo destino é o PSD, legenda pela qual o
prefeito de São Luís, Eduardo Braide, deve
disputar o Governo do Maranhão. Curiosamente, trata-se do mesmo Braide que, em
2022, negou apoio a Luciano Leitoa e a Weverton
Rocha, então candidato ao governo, optando por se manter distante e
cruzar os braços durante a campanha.
As contradições não param por aí. Em outro
momento, Luciano atuou politicamente ao lado de Edivaldo
Holanda Jr. contra o próprio Braide. Agora, alinha-se ao mesmo grupo
político que antes combatia. Soma-se a isso o fato de passar a dividir espaço
com figuras como Alexandre Almeida, que concorreu
pelo PSD contra ele, Otelino Neto, Leandro
Bello, nomes que, em diferentes momentos, estiveram em campos opostos ao
seu — ou foram por ele relegados. O partido até outro dia, em Timon estava sob o domínio do Coronel Schnneyder, tido como um dos grandes adversários do ex-prefeito.
Diante desse histórico, falar em incoerência
deixa de ser mera crítica e passa a ser constatação. A trajetória recente de
Luciano Leitoa revela uma busca incessante por visibilidade e protagonismo
político, ainda que isso implique contrariar posições anteriormente defendidas.
No entanto, a política exige mais do que
presença nos holofotes. Exige coerência, firmeza de posicionamento e respeito
às próprias convicções. Sem isso, corre-se o risco de se tornar apenas mais um
entre tantos que, para subir, precisam inevitavelmente se apoiar nos ombros de
outros — ainda que ontem fossem adversários.
É
isso.

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