Anuncio-01

Anuncio-02

Anuncio-03

31 de março de 2026

Quando a falha de comunicação vira combustível político

 


A falta de comunicação, diálogo e agilidade na informação acabou gerando mais um desgaste para a gestão do prefeito Rafael, desta vez na área da Educação — setor que já vinha acumulando abalos que poderiam, em grande parte, ser evitados com uma condução mais eficiente.

Durante todo o dia de ontem, 30, ganhou força nas redes sociais a informação de que a empresa responsável pela merenda escolar estaria recolhendo alimentos das escolas do município por falta de pagamento. A narrativa, impulsionada por adversários políticos e pessoais do prefeito, rapidamente se espalhou e gerou insegurança na população.

O problema, no entanto, poderia ter sido contido ainda no início. Segundo a própria secretária de Educação, Isadora Kamila, tratava-se de um processo de transição entre empresas fornecedoras, algo administrativo e previsível. Ou seja, havia explicação — mas ela demorou a chegar ao principal interessado: o cidadão.

E quando a informação oficial falha, abre-se espaço para a especulação.

A ausência de um posicionamento rápido permitiu que imagens do recolhimento circulassem como “prova” de uma suposta inadimplência da Prefeitura. O impacto visual, somado à falta de esclarecimento imediato, criou um cenário perfeito para interpretações equivocadas — ou, em alguns casos, deliberadamente distorcidas.

É nesse ponto que entra o papel da oposição. Em um ambiente democrático, é legítimo fiscalizar, questionar e cobrar. No entanto, há uma linha tênue entre o exercício da crítica e a exploração de fatos ainda não esclarecidos com objetivo eleitoral.

O que se viu foi uma atuação ávida por repercussão negativa, típica de períodos pré-eleitorais, em que muitos dos que mais amplificaram o episódio já estão em campo em busca de votos. Faltou, em boa parte dessas manifestações, o mínimo cuidado com a verificação dos fatos ou com os impactos da desinformação sobre a própria população.

Criticar é necessário. Mas responsabilidade também é.

Por outro lado, a gestão municipal precisa compreender, de forma definitiva, que no tempo das redes sociais o silêncio não é neutro — ele é interpretado. E quase sempre, da pior forma possível.

Esse episódio deixa uma lição clara: informação tardia é informação perdida. E, nesse vácuo, adversários — políticos ou não — ocuparão o espaço com a narrativa que melhor lhes convier.

No fim, quem perde não é apenas a imagem da gestão, mas a confiança da população.

Nenhum comentário:

Postar um comentário