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9 de janeiro de 2026

Bastidores fervem com a saída de Caio Galvão da Comunicação de Timon


Nos corredores do poder, o assunto é um só. Fervilham — e não por acaso — as conversas de bastidores sobre os reais motivos que levaram o prefeito Rafael Brito a exonerar o publicitário Caio Galvão do comando da Secretaria Municipal de Comunicação de Timon.

A estranheza não é gratuita. Caio vinha imprimindo à pasta uma dinâmica até então pouco vista: mais visibilidade institucional, presença constante na mídia e uma narrativa de gestão que começava, finalmente, a dialogar com a cidade. Aos olhos mais atentos, a Comunicação passou a cumprir seu papel estratégico, projetando uma administração mais produtiva e organizada do que aquela percebida nos primeiros meses de governo.

Com desenvoltura técnica e leitura política apurada, Caio Galvão trabalhava para equilibrar o ambiente interno da comunicação e, sobretudo, tornar o gestor mais acessível à imprensa — um detalhe que, no mundo político, nunca é pequeno. Não por coincidência, mesmo diante de um início de gestão considerado turbulento, o governo dava sinais claros de recuperação de imagem e superação dos três primeiros e difíceis meses.

É justamente aí que começam as conjecturas.

Reservadamente, nomes da própria estrutura governamental — sempre sob o manto do anonimato — apontam para um velho conhecido da política: o fogo amigo. Aquele que não aparece, mas que sussurra. Que não assina, mas influencia. A famosa queimação silenciosa, feita de intrigas, maledicências e disputas internas por espaço, poder e protagonismo.

A saída de Caio, diga-se, não parece guardar qualquer relação com o perfil da escolhida interinamente para a função, a secretária de Cultura, Glauciane Correia. Ao contrário. Glauciane tem trajetória reconhecida na pasta que comanda e desenvolve um trabalho que, por si só, merece registro positivo.

A escolha do prefeito pode, inclusive, estar ligada à confiança construída durante o período eleitoral, quando Glauciane exerceu um papel multifuncional na campanha vitoriosa de Rafael Brito, acompanhando de perto a equipe de marketing e os bastidores estratégicos.

Mas há um detalhe que não passa despercebido aos observadores mais experientes: a acumulação das pastas de Cultura e Comunicação ocorre exatamente às vésperas do Zé Pereira de Timon 2026. Um evento que todos sabem exigir logística robusta, articulação política e, sobretudo, forte investimento público — áreas onde cultura e comunicação caminham lado a lado e ganham protagonismo absoluto.

Nesse contexto, faz sentido que o prefeito concentre o comando dessas engrenagens em mãos de extrema confiança. Política também é método. E, muitas vezes, prevenção.

Ainda assim, permanece no ar uma certeza compartilhada nos bastidores: Caio Galvão deixa a Comunicação não por falta de resultados — mas, talvez, exatamente por tê-los alcançado rápido demais em um ambiente onde nem todos aplaudem o sucesso alheio.

E isso, na política, diz muito

 

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