A ação teve caráter educativo e repressivo: além de alertar proprietários sobre a responsabilidade legal na compra de materiais de procedência duvidosa, também mirou diretamente aqueles que atuam como receptadores de produtos oriundos de furtos e roubos — prática que tem causado prejuízos significativos à população e às concessionárias de serviços públicos.
Durante a operação, duas sucatas localizadas nos bairros Pedro Patrício e Cidade Nova — ambas pertencentes ao mesmo proprietário — foram fechadas por determinação judicial. Nos estabelecimentos, a polícia apreendeu cerca de 800 quilos de cobre e aproximadamente 100 postes de ramais de energia.
De acordo com a Polícia Civil, o material teria sido desviado por um funcionário de uma empresa terceirizada da Equatorial Energia. Também foram encontrados cerca de mil conexões hidráulicas, supostamente desviadas da empresa Águas de Timon.
O proprietário das sucatas foi conduzido à delegacia, autuado e liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 16 mil.
O que chama atenção, no entanto, é a decisão da Justiça que determinou o fechamento imediato das duas sucatas — uma medida considerada inédita no município dentro desse tipo de operação.
A determinação sinaliza um endurecimento no enfrentamento ao mercado paralelo que alimenta os furtos de cabos e equipamentos públicos, atacando não apenas quem executa o crime, mas também quem sustenta a cadeia de receptação.
A decisão pode marcar um novo momento no combate a esse tipo de prática em Timon, ampliando a responsabilidade dos estabelecimentos e fortalecendo a atuação conjunta entre Polícia Civil e Judiciário.



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