As movimentações partidárias com vistas às eleições de 2026 já começam a ganhar intensidade no Maranhão, onde um complexo xadrez político passa a ser desenhado. Nesse cenário, o PSDB surge como uma das siglas em processo de reorganização no estado.
O partido, que até recentemente estava sob a
liderança do ex-senador Roberto Rocha, deve passar por uma reconfiguração com a
possível chegada do deputado federal Juscelino Filho. Enfrentando dificuldades
de viabilidade eleitoral no União Brasil, ele pode assumir o comando da legenda
tucana no Maranhão.
Mais do que uma simples mudança partidária, a
articulação aponta para uma estratégia eleitoral mais ampla. Nos bastidores, há
quem sustente a possibilidade de o PSDB declarar apoio ao pré-candidato ao
governo Lahesio Bonfim, movimento que redesenharia o cenário da disputa
estadual.
Essa movimentação estaria inserida em uma
engenharia política com foco no segundo turno. A avaliação de setores ligados
ao governo é de que, em um eventual confronto contra o candidato governista
Orleans Brandão, seria mais estratégico enfrentar Lahesio Bonfim do que o
prefeito de São Luís, Eduardo Braide, visto como um adversário de maior
capilaridade eleitoral.
Outro fator relevante nesse processo de
reorganização é a situação do PL no Maranhão. O partido enfrenta instabilidade
após decisões judiciais envolvendo dois de seus principais quadros, os
deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, condenados pelo STF por
corrupção, o que pode impactar diretamente sua estrutura política no estado.
Diante desse cenário, cresce nos bastidores a
possibilidade de migração de lideranças do PL para o PSDB. Em Timon, por
exemplo, o suplente de deputado Henrique Júnior já é citado como um nome cotado
para ingressar na sigla tucana.
Com a eventual chegada de Juscelino Filho ao
PSDB, também ganha força a hipótese de filiação do ex-prefeito de Timon,
Luciano Leitoa, seu aliado político, que já declarou apoio ao deputado no
município.
A articulação envolveria ainda a formação de
uma chapa competitiva para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa em
2026, consolidando o movimento de reestruturação da legenda no estado.
Caso se confirme, a convergência entre
Juscelino Filho, Henrique Júnior e Luciano Leitoa no mesmo partido reforçaria a
tentativa do PSDB de retomar protagonismo no cenário político maranhense.
Outro
lado
Procurado pela reportagem sobre uma possível
ida para o PSDB, o suplente de deputado federal Henrique Júnior negou qualquer
tratativa. “Não existe a mínima possibilidade. Nunca houve qualquer tipo de
conversa. E, se existisse, eu agradeceria, mas meu partido é o PL”, afirmou.
Luciano Leitoa e Juscelino Filho não foram localizados para comentar as articulações.

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