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5 de março de 2026

Luciano Leitoa ameaça adversários com “arquivos seletivos”, mas esquece da própria história de traições

 


O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, em sua rotina e trabalho diários nas redes sociais, tem se dedicado a tentar desconstruir discursos, falas e até imagens de figuras públicas do município. Em suas postagens, promete revelar arquivos do passado — vídeos, áudios e registros que diz guardar como verdadeiros “tesouros” — passando noites e madrugadas selecionando material para expor no dia seguinte.

Em uma publicação recente, o ex-prefeito afirmou:
No passado, a política quase não deixava registros; hoje, tudo permanece documentado. Durante o período em que fui prefeito, nunca admiti bajulações nem atitudes que contrariassem meus princípios. Muitos se afastaram porque eu não concordava com suas reais intenções e, por isso, alguns agora tentam justificar o afastamento sem reconhecer a própria mudança de conduta. Por isso, reveja o vídeo.

Com vídeos, imagens e discursos antigos, Luciano Leitoa tenta justificar a solidão e o isolamento político em que se encontra hoje. Muitos dos que antes caminharam ao seu lado preferem manter léguas. E não é por qualquer característica pessoal ou por um suposto “jeito estranho”, mas principalmente pelos erros políticos acumulados, pelas traições cometidas ao longo de sua trajetória e pela forma como lida com os próprios dissabores da vida pública.

Há quem diga que essa postura — marcada por ameaças veladas e pela constante exposição de “arquivos” — revela, na verdade, uma tentativa de permanecer em evidência. Mesmo que seja apenas no ambiente das redes sociais, o ex-prefeito parece buscar os holofotes a qualquer custo.

Outro ponto que chama atenção é o caráter seletivo das provas que ele divulga. Os registros apresentados quase sempre tentam construir a imagem de alguém sem falhas, como se nunca tivesse cometido erros ou tomado decisões questionáveis. Quando confrontado com críticas ou com versões diferentes dos fatos, a reação costuma ser a mesma: agir como se fosse o único dono da verdade, enquanto os outros são retratados como culpados ou desviados.

Esse comportamento lembra as palavras do pastor Luciano Teixeira ao falar sobre traição:

“Pense comigo: Judas não estava longe, estava ao lado. Judas não era inimigo, era íntimo. Judas não deu uma apunhalada; ele deu um beijo.
É difícil lidar com inimigos, mas mais difícil ainda é conviver com falsos amigos. O inimigo não gosta de você e você sabe disso. Já o falso amigo faz de tudo para convencer que ama, quando na verdade deseja ver sua queda.
Cuidado com quem você convida para sentar à mesa. Há muita gente que come do seu prato e depois cospe nele quando termina a refeição.
Não tenha medo dos seus inimigos, mas abra os olhos para os que fingem ser amigos. Da pedrada de um inimigo você se defende; do beijo de um falso amigo, nem sempre.”

Na política — especialmente em cidades como Timon — a memória das pessoas também existe. E, assim como os arquivos digitais, a história política de cada um não pode ser apagada nem editada de forma seletiva.

 

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