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6 de abril de 2026

Braide em Timon: gesto a Luciano Leitoa expõe disputa por protagonismo e gera ruído entre aliados


Uma interação aparentemente simples nas redes sociais entre o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e o ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, acabou produzindo efeitos políticos imediatos — e nada discretos.

Ao comentar “Pra cima, meu deputado. Já já estaremos em Timon!”, Braide não apenas sinalizou proximidade com Leitoa, como também abriu espaço para que o ex-prefeito assumisse publicamente a dianteira da articulação local. A resposta veio rápida — e calculada.

Em seu comentário, Luciano Leitoa foi além do agradecimento protocolar: posicionou-se como peça central da chegada de Braide ao município, falou em “nosso grupo político” e listou nomes que estariam alinhados ao projeto, como Juscelino Filho, Henrique Júnior, Leandro Bello e Soldado Leite.

O movimento, no entanto, não passou despercebido — nem bem digerido.

Nos bastidores de Timon, aliados de Braide que mantêm relação direta com o pré-candidato avaliam que Luciano se antecipou ao tentar ocupar um espaço que ainda estaria em aberto. Entre esses, há quem destaque que Henrique Júnior, por exemplo, possui interlocução mais consolidada com o grupo de Braide, o que torna a tentativa de centralização por parte de Leitoa um fator de desconforto interno.

Mais do que disputa por espaço, o episódio reacende dúvidas sobre o peso eleitoral de Luciano Leitoa no cenário atual. Desde 2020, o ex-prefeito acumula reveses que fragilizaram sua capacidade de transferência de votos e seu protagonismo político no município.

Na eleição municipal daquele ano, sua candidata venceu por margem apertada, em um cenário em que a soma das oposições superava o total obtido. Já em 2022, o grupo sofreu derrota expressiva em Timon, com ampla vantagem do governador reeleito. E, em 2024, veio um novo revés: a derrota para o atual prefeito Rafael Brito, seu próprio primo e ex-aliado político.

Esse histórico levanta questionamentos sobre o cálculo político de Braide ao, ainda que de forma indireta, credenciar Luciano como figura central de sua futura agenda em Timon.

Sem uma definição clara de comando local, o gesto do pré-candidato ao governo acabou antecipando um problema clássico de pré-campanha: a disputa interna por protagonismo. E, ao que tudo indica, em Timon, a “ciumeira” já começou — antes mesmo da campanha ganhar as ruas.

 

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