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14 de julho de 2026

R$ 22,75 por pouco mais de três horas de estacionamento. Até onde vai esse abuso?



Hoje precisei utilizar um estacionamento particular localizado na Rua Governador Artur de Vasconcelos, uma das regiões mais movimentadas de Teresina. Permaneci no local por apenas 3 horas e 6 minutos. Ao retirar o veículo, veio a surpresa: R$ 22,75.

Na prática, isso significa que cada hora de estacionamento custa cerca de R$ 7,30.

É evidente que todo empreendimento privado tem o direito de definir seus preços. No entanto, também é legítimo que o consumidor questione quando os valores parecem desproporcionais ao serviço prestado, especialmente em locais onde estacionar é praticamente uma necessidade e não uma opção.

Quem trabalha na região, vai ao médico, resolve questões bancárias ou comerciais, muitas vezes não tem alternativa. Acaba sendo obrigado a pagar um preço elevado apenas para deixar o veículo em segurança por algumas horas.

A pergunta que fica é: até que ponto essa cobrança é compatível com a realidade econômica da população?

Não se trata de discutir o direito de uma empresa praticar seus preços, mas de provocar uma reflexão sobre um mercado que, em determinadas áreas da cidade, parece se aproveitar da escassez de vagas públicas para impor tarifas cada vez mais altas.

No fim das contas, quem paga essa conta é sempre o cidadão.

Você considera justo pagar R$ 22,75 por pouco mais de três horas de estacionamento? Essa é uma discussão que merece ser feita por consumidores, empresários e pelo poder público, buscando alternativas que garantam mobilidade sem penalizar ainda mais quem precisa circular pelo centro da cidade.

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