Mesmo sem aparecer nas fotos oficiais da inauguração, o ex-senador Roberto Rocha (MA) voltou ao centro do debate político ao afirmar, de forma categórica, que a construção do Contorno Rodoviário de Timon é fruto direto de sua iniciativa enquanto exercia mandato no Senado Federal. Em vídeos publicados em suas redes sociais, Rocha criticou duramente o que classificou como oportunismo político de lideranças que, segundo ele, “nunca colocaram um centavo, nunca assinaram nada e nunca destravaram um metro da obra”, mas que agora disputam espaço nas imagens do evento.
A obra foi inaugurada na última segunda-feira, 12, com a presença de
autoridades em nível nacional e estadual. Para Roberto Rocha, porém, a
cerimônia serviu mais como palco político do que como reconhecimento a quem, de
fato, conduziu o projeto desde sua concepção. “Obra pública tem CPF. Quem
projeta, quem financia e quem destrava. Foto de inauguração não muda isso, só
mostra quem chegou depois”, disparou o ex-senador.
Rocha destacou que o contorno rodoviário não surgiu “em gabinete nem em
rede social”, mas a partir de projeto técnico, emenda parlamentar, articulação
institucional e cobranças formais, todas devidamente registradas. Segundo ele,
em ano pré-eleitoral, obras concluídas acabam sendo apropriadas por políticos
que não participaram do processo decisório nem do financiamento. “Para quem
fez, é entrega. Para quem nunca fez, é fantasia”, afirmou.
Durante os vídeos, o ex-senador também rebateu declarações de
parlamentares maranhenses que alegaram ter contribuído com recursos para a
obra. De acordo com Rocha, após análise da documentação, o que se encontrou
foram apenas indicações e sugestões parlamentares — instrumentos que, segundo
ele, não garantem recursos, não geram projeto e tampouco resultam em obra
executada. “Indicação é pedir. É o mesmo instrumento usado para sugerir nome de
rua ou ponte. Não é dinheiro assegurado”, reforçou.
Durante seu discurso na solenidade, o governador Carlos Brandão não se referiu diretamente à construção do Contorno Rodoviário de Timon, mas destacou a pavimentação da BR-226. Nesse contexto, Brandão e o ex-deputado federal Professor Sétimo são apontados como responsáveis pelo destravamento do projeto da rodovia, enquanto o senador Marcelo Castro teria atuado na captação de recursos para a obra. Já em relação ao contorno rodoviário, Roberto Rocha reforça que a iniciativa partiu exclusivamente de seu mandato no Senado. Nos bastidores políticos, suas críticas são interpretadas como direcionadas aos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos presentes ao evento de inauguração. Atualmente, Roberto Rocha é pré-candidato ao Senado pelo Maranhão.
Por fim, o ex-parlamentar ampliou o debate ao criticar o atual modelo
orçamentário do país, classificando-o como um “parlamentarismo orçamentário”,
em que o Congresso concentra grande parte dos recursos federais por meio de
emendas. Ele questionou publicamente o destino de quase meio bilhão de reais da
bancada maranhense previstos no Orçamento de 2026. “A pergunta é simples e
ninguém quer responder: para onde foi esse dinheiro?”, provocou.
Para Roberto Rocha, mais do que fotos e discursos, o histórico
documental da obra é o que comprova quem, de fato, entregou infraestrutura à
população de Timon.

Nenhum comentário:
Postar um comentário