Os movimentos da ex-prefeita de Timon, Dinair Veloso, seguem discretos — para alguns, quase inexistentes — para quem afirma estar disposta a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão nas próximas eleições.
Até o momento, os sinais públicos de sua
possível candidatura se resumem a declarações de seu marido, Toinho Ferreira,
que, quando questionado nas redes sociais, reafirma que ela é candidata; a
publicações enigmáticas feitas pela própria ex-prefeita em suas redes, nem
sempre atualizadas; e a um anúncio do ex-prefeito Luciano Leitoa sugerindo que
Dinair poderia entrar na disputa. Fora isso, não há registros concretos de
articulações políticas que demonstrem, de fato, sua entrada no processo
eleitoral.
Em um cenário em que pré-candidatos costumam
intensificar agendas, promover reuniões, anunciar apoios e construir alianças —
dentro dos limites permitidos pela legislação — Dinair permanece ausente desses
movimentos estratégicos. A disputa eleitoral exige presença e mobilização,
elementos que, até agora, não se associam ao seu nome.
Eventualmente, a imprensa noticia fatos
ligados à ex-prefeita. Recentemente, por exemplo, circulou a informação de que
Dinair Veloso, articulada pelo senador Weverton Rocha, teria um encontro com o
governador Carlos Brandão. Apesar de a notícia ter sido repercutida por
diversos veículos após a divulgação inicial, o Palácio dos Leões não confirmou
oficialmente a reunião na agenda do governador.
Mesmo sem enfrentar resistência interna
significativa no PDT e tendo como adversário direto o ex-prefeito Luciano
Leitoa — que hoje não apresenta condições políticas claras para confrontá-la —
a pré-candidatura de Dinair segue inerte. Faltam gestos públicos que indiquem
organização e estratégia eleitoral.
Outro obstáculo relevante é a perda de
sustentação política local. Vereadores que receberam apoio de sua gestão e
foram eleitos ou reeleitos já se alinharam a outros nomes na corrida por uma
vaga na Assembleia Legislativa, reduzindo ainda mais a base de apoio da
ex-prefeita.
Assim, embora Dinair Veloso possua recall eleitoral dentro de seu grupo político, sua eventual candidatura carece de respaldo prático e articulação fora desse núcleo. Sem movimentos consistentes que a credenciem na disputa, sua participação na eleição permanece mais no campo das especulações do que da realidade política.

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